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Colunista PANDEMIA E EDUCAÇÃO

Covid-19: quais as consequências na vida escolar de crianças e adolescentes?

Ensino remoto aumenta evasão escolar no Brasil

07/04/2021 15h12 Atualizada há 4 meses
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Por: Redação

O ensino remoto modificou a rotina de professores e alunos. O fechamento das escolas desde março do ano passado, por conta da pandemia da Covid-19 tem provocado consequências desastrosas na vida de crianças e adolescentes. O Brasil está entre os países que mantiveram as escolas fechadas por mais tempo. Até o momento, 18 estados brasileiros ainda não conseguiram implantar o ensino na modalidade híbrida.

Longe dos bancos escolares, os estudantes muitas vezes não contam com alguém que possa acompanhá-los durante a execução das atividades. Fatores como a falta de acesso à internet e a ausência de equipamentos como computadores, notebooks e celulares também fazem com que meninos e meninas fiquem ausentes do meio escolar.

Dentre todas as consequências trazidas pela pandemia, a evasão escolar pode ser considerada a pior de todas elas. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2020, antes da chegada do coronavírus, o Brasil já possuía 1,3 milhão de estudantes evadidos. Com as escolas fechadas há mais de um ano, a evasão escolar já chega a  aproximadamente 5 milhões de alunos.

Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil, afirma que crianças e adolescentes estão sendo atingidos pelos efeitos indiretos da Covid-19, uma vez que não fazem parte dos grupos de maior contaminação. Bauer ainda alerta sobre a possibilidade de a evasão escolar se manter alta mesmo depois do fim da pandemia. A preocupação da representante do UNICEF faz sentido, até porque após o fechamento das escolas um grande número de estudantes ingressou no mundo do trabalho. Quando as atividades presenciais retornarem talvez não consigam conciliar trabalho e estudo.

O ensino remoto representa uma modalidade eficaz se estiver aliado ao presencial. Na opinião de alguns educadores as aulas remotas podem permanecer após a pandemia como um complemento das atividades presenciais.

 

A educação como atividade essencial

A Assembleia Legislativa do Paraná sancionou no dia 23 de fevereiro desse ano o Projeto de Lei 4/2021 de autoria do governador Ratinho Júnior (PSD), que estabelece a educação como atividade essencial. A medida prevê a abertura das escolas mesmo em tempos de quarentena. No momento da aprovação do projeto de lei estava prevista a volta das aulas presenciais, porém todas as tentativas de retorno fracassaram e os estudantes continuam em casa.

Diante da realidade existente não dá para afirmar que o fechamento das escolas seja uma medida eficaz para conter os avanços da Covid-19, tendo em vista que aglomerações continuam acontecendo em bares, praias, transportes coletivos, restaurantes e outros locais.

 

 

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Fátima Rocha
Sobre Fátima Rocha
Fátima Rocha é funcionária pública estadual e trabalha na área da educação há 30 anos. É estudante de jornalismo.
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